A digitalização de documentos assenta na transferência de informação para suporte digital, e tem por principais objectos a optimização da forma de alojamento, a minimização do tempo para consulta e a potenciação do acesso simultâneo para uma comunidade.

A Digitalização pode ser definida como sendo a conversão de um suporte físico de dados e/ou informação para um suporte em formato digital informatizado. Basicamente, substituem os documentos em papel ou microfilme, permitindo um acesso mais rápido e armazenamento mais eficiente.

Como todos os sistemas de arquivo, o processo de digitalização assenta nos seguintes princípios:

  • Preparação de Documentos
  • Captura de imagem (link-ver texto)
  • Indexação
  • Acesso à informação
  • Arquivo






scanner
Digitalizador ou scanner é um periférico de entrada responsável por digitalizar imagens, fotos e textos impressos para o computador, um processo inverso ao da impressora. Ele faz varreduras na imagem física gerando impulsos elétricos através de um captador de reflexos. É dividido em duas categorias:
  • digitalizador de mão - parecido com um rato/mouse bem grande, no qual deve-se passar por cima do desenho ou texto a ser transferido para o computador. Este tipo não é mais apropriado para trabalhos semi-profissionais devido à facilidade para o aparecimento de ruídos na transferência.
  • digitalizador de mesa - parecido com uma fotocopiadora, no qual deve-se colocar o papel e abaixar a tampa para que o desenho ou texto seja então transferido para o computador. Eles fazem a leitura a partir dispositivos de carga dupla.

O digitalizador cilíndrico é o mais utilizado para trabalhos profissionais. Ele faz a leitura a partir de fotomultiplicadores. Sua maior limitação reside no fato de não poderem receber originais não flexíveis e somente digitalizarem imagens e traços horizontais e verticais. Ele tem a capacidade de identificar um maior número de variações tonais nas áreas de máxima e de mínima. Devido aos avanços recentes na área da fotografia digital, já começam a ser usadas câmeras digitais para capturar imagens e texto de livros.


Os tipos de scanner mais comuns são:

Scanners de mão
O scanner de mão é claramente a alternativa mais econômica, visto que elimina grande parte dos mecanismos que encarecem aos dispositivos de mesa, como o de tração, sendo o usuário quem move o scanner sobre a imagem ou documento a digitalizar.

Scanners planos

Também chamados de scanners de mesa, são formados por uma superfície plana de vidro sobre a que se situa o documento a escanear, geralmente opaco, sob o qual se desloca um braço ao longo da área de captura. Montados neste braço móvel se encontram a fonte de luz e o fotosensor (em geral um CCD).

Scanners com alimentador de folhas

Nesse tipo de scanners o sensor e a fonte de luz permanecem fixos enquanto que o que se move é o documento, ajudado por um transporte de rolos, de fita ou de tambor.
Desenhados geralmente para digitalizar grandes quantidades de documentos, normalmente escaneiam em preto e branco ou em escala de cinzas e resoluções relativamente baixas, utilizando a mesma tecnologia básica que os scanners planos, porém maximizando o rendimento a gastos da qualidade.


Scanners de tambor
Os scanners de tambor são os que mais fielmente reproduz ao documento original, já que produzem digitalizações de grande resolução (até 4.000 ppp em modo óptico) e qualidade. Em contrapartida, são lentos, não são indicados para documentos de papel quebradiço e requerem um alto nível de habilidade por parte do operador. Ademais, são bastante caros.



Scanners para microfilm
Os scanners para microfilm são dispositivos especializados em digitalizar filmes em rolo, microfichas e cartões de abertura.
Pode ser difícil obter uma qualidade boa e consistente em um scanner deste tipo, devido principalmente a que eles costumam ter um funcionamento complexo, a qualidade e a condição do filme podem variar e oferecem uma capacidade de melhora mínima.
São scanners muito caros, existindo poucas empresas que os fabriquem.


Scanners para transparência
Os scanners para transparências se utilizam para digitalizar slides, negativos fotográficos e documentos que não são adequados para o escaneado direto. Podem trabalhar com vários formatos de filme transparente, já seja negativo, positivo, colorido ou preto e branco, de tamanho desde 35 mm até placas de 9 x 12 cm.